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1. HÉRNIA DE DISCO LOMBAR
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2. HÉRNIA DE DISCO CERVICAL
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3. DEGENERAÇÃO DA COLUNA
A degeneração da coluna não é uma doença, mas sim um acontecimento normal, que faz parte do processo de envelhecimento. Todas as pessoas de 50 anos ou mais, mesmo as que nunca tiveram nenhum problema espinhal, apresentam sinais de degeneração. De fato, as alterações degenerativas começam a aparecer bem mais cedo, praticamente no início da idade adulta. A degeneração é, na verdade, o nome dado ao processo de desgaste das estruturas, principalmente das juntas da coluna, que são o disco intervertebral e as articulações facetárias. O grau de desgaste varia muito, podendo ser desde alterações iniciais, leves, como uma perda de hidratação do disco, até grandes alterações, como uma artrose pronunciada das articulações facetárias. A maioria das pessoas sente alguma dor ou desconforto relacionado a este desgaste, mas estes sintomas costumam ser pouco importantes e não causar maiores problemas. Porém, alguns indivíduos apresentam quadros degenerativos mais graves, marcados por dores significativas, incapacidade para realizar as atividades do dia a dia, ou mesmo aparecimento de deformidades da coluna. Nestes casos, existe o que é chamado de degeneração sintomática, que pode necessitar algum tipo de tratamento específico. Alguns quadros relacionados à degeneração sintomática da coluna são listados abaixo:
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| 4. DISCOPATIA DOLOROSA
Embora seja a mais conhecida, a hérnia não é a única patologia do disco intervertebral. Devido a sua função amortecedora, o disco é uma estrutura naturalmente sujeita a desgaste, chamado de degeneração discal. A degeneração do disco não é necessariamente uma doença, de fato, é um acontecimento normal, que faz parte do processo de envelhecimento. Todas as pessoas de 50 anos ou mais, mesmo as que nunca tiveram nenhum problema nas costas, apresentam sinais de degeneração discal. Porém, em um número grande de casos ocorre uma degeneração sintomática, ou seja, a degeneração discal provoca dor e outros sintomas. Diferente da hérnia, na discopatia dolorosa não precisa haver ruptura do disco, sendo mais comum a perda da capacidade de amortecimento pela redução na altura e pelo endurecimento das estruturas discais. Por isso, o sintoma mais comum é a dor na região lombar, de caráter incomodativo, mas que pode evoluir com crises de dor bastante intensa e, geralmente, durando bastante tempo. O diagnóstico e tratamento das discopatias dolorosas é motivo de controvérsia, mas, atualmente, já existem evidências indicando o tratamento cirúrgico nos casos em que as medicações e fisioterapia não têm bom resultado. Algumas técnicas cirúrgicas percutâneas podem ser utilizadas no tratamento das discopatias, como a discografia provocativa, infiltração intra-discal e a terapia intra-discal por rádio-freqüência. Quando os procedimentos mais simples não estão indicados, ou não resilvem o caso, pode-se realizar procedimentos mais invasivos. Diferente da hérnia, na cirurgia da discopatia dolorosa o objetivo maior não é descomprimir o nervo, e sim reconstituir o funcionamento mecânico da coluna, podendo-se utilizar técnicas como a fixação dinâmica, a artrodese, ou a artroplastia. VEJA AS TÉCNICAS CIRÚRGICAS PARA TRATAMENTO DE DISCOPATIA DOLOROSA |
5. ESTENOSE ESPINHAL
A coluna é uma estrutura móvel, bastante sujeita a traumatismos e a degeneração, que é o processo de desgaste gradual que acompanha o envelhecimento, mas pode ser acelerado em alguns indivíduos. As estruturas da coluna mais vulneráveis à degeneração são os discos e as articulações facetárias. Mesmo no processo de envelhecimento normal, os discos tendem a reduzir-se até o colapso, as articulações ficam aumentadas pelo processo de artrose e os ligamentos engrossam, perdendo sua elasticidade e seu poder de estabilizar a coluna. Passa a existir uma hipertrofia (aumento) das estruturas articulares e, ocasionalmente, algum desalinhamento entre as vértebras (espondilolistese degenerativa). Todas essas alterações levam a uma redução gradual do espaço disponível para os elementos nervosos, o que se chama estenose espinhal. Embora seja parte do processo de envelhecimento normal, muitas vezes essa estenose provoca sintomas de compressão dos nervos, como dores nas pernas, diminuição da sensibilidade e dificuldade para caminhar. A maioria dos casos podem ser tratados clinicamente, mas algumas vezes pode ser necessário um bloqueio epidural, ou mesmo uma cirurgia de descompressão ou artrodese da coluna. |
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Espondilolistese degenerativa
É uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre outra, provocando um desalinhamento da coluna. Isso ocorre devido a um desgaste das articulações responsáveis pela sustentação. Este deslizamento ocorre de forma muito lenta, e muitas vezes está estacionado, não é progressivo. É muito raro que as espondilolisteses degenerativas cheguem a se manifestar por deformidades físicas visíveis, pois o deslizamento das vértebras costuma ser pequeno. Os sintomas mais comuns são a lombalgia crônica e a dor ciática. O tratamento inicial visa o controle da dor, consistindo de medicação, exercícios e fisioterapia. Os bloqueios para tratamento de dor também podem ser utilizados. A cirurgia se reserva para os casos mais graves e para aqueles em que os outros tratamentos não funcionaram. Na cirurgia, os nervos que estão apertados devem ser liberados e a vértebra que apresenta instabilidade deve ser fixada. A fixação costuma ser feita com a colocação de implantes metálicos de titânio (parafusos), utilizando-se a técnica de artrodese de coluna. Na maioria dos casos não é necessário trazer a vértebra de volta para o lugar, apenas fixá-la de modo a impedir que siga se movendo. |
Espondilolistese ístmica
É uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre outra, provocando um desalinhamento da coluna. Isso ocorre devido a alguns tipos de defeitos na parte posterior da vértebra, sendo o mais comum a espondilólise, uma fissura nas juntas que sustentam o alinhamento espinhal. Este deslizamento ocorre de forma muito lenta, e muitas vezes está estacionado, não é progressivo. Diferente da espondilolistese degenerativa, esta patologia pode ocorrer em jovens e crianças, devendo sempre ser pesquisada em crianças que se queixam de dores nas costas. As deformidades físicas visíveis podem acontecer, mas apenas nos casos mais graves, em que o deslizamento é muito grande. Os sintomas mais comuns costumam ser lombalgia crônica e dor ciática. O tratamento inicial visa o controle da dor, consistindo de medicação, exercícios e fisioterapia. Como em todas as deformidades, a única maneira do problema ser corrigido é a cirurgia, que se reserva para os casos mais graves, e para aqueles em que os outros tratamentos não funcionaram. Na cirurgia, a vértebra que desliza deve ser fixada e os nervos que estão apertados devem ser liberados. A fixação costuma ser feita com a colocação de implantes metálicos de titânio (parafusos), utilizando-se a técnica de artrodese. Na maioria dos casos não é necessário trazer a vértebra de volta para o lugar, apenas fixá-la de modo a impedir que siga se movendo. Nas espondilolisteses muito graves (chamadas listeses de alto grau), onde o deslizamento da vértebra é muito grande, o tratamento cirúrgico precoce, na infância ou adolescência, costuma ser o mais adequado, para impedir a piora do quadro com o envelhecimento. |
| 7. OSTEOPOROSE
A osteoporose é um transtorno metabólico caracterizado pela diminuição da densidade óssea, o que aumenta a fragilidade do osso, deixando-o incapaz de resistir aos impactos que sofre no dia a dia. Isso pode fazer com que ocorram fraturas aos mínimos traumas, com conseqüências como as lesões de nervos, deformidades e dor acentuada. Com o aumento na expectativa de vida, a osteoporose vem sendo cada vez mais comum, pois é uma patologia da terceira idade, especialmente das mulheres após a menopausa. As fraturas de coluna estão entre as lesões mais comuns provocadas pela osteoporose. Geralmente estas fraturas podem ser tratadas com remédios para a dor, imobilização, fisioterapia e uso de coletes. A necessidade de tratamento cirúrgico está restrita às situações muito graves, em que há lesão neurológica ou dor intratável pelos meios comuns, o que acontece em apenas 0,2% dos casos. Nos últimos anos tem sido utilizada a vertebroplastia percutânea, técnica que recompõe rapidamente a estabilidade mecânica da coluna vertebral e alivia rapidamente a dor, evitando a imobilização prolongada, ou cifoplastia, que tem os benefícios adicionais de maior segurança de ser ainda mais segura que a vertebroplastia e permitir certo grau de correção da fratura.
Dicas:
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8. ESCOLIOSE
Escoliose é uma deformidade em que existe uma curvatura lateral da coluna, fazendo com que o corpo fique assimétrico. A escoliose pode ter várias causas, mas o mais comum são as escolioses ditas 'idiopáticas', sem causa definida, que se manifestam ainda na puberdade e adolescência. O tratamento depende de cada caso: quando o desvio é pequeno, costuma-se indicar exercícios posturais, nos desvios maiores pode ser necessário o uso de coletes, ou mesmo cirurgia corretiva. A escoliose é uma deformidade anatômica, a única maneira de corrigi-la é por cirurgia, os exercícios visam o controle da dor e a manutenção do quadro nos casos em que a deformidade é pequena. Existem vários tipos de cirurgias para escoliose, com abordagens diferentes, mas, basicamente, a cirurgia consiste em colocar hastes metálicas que restituem o alinhamento e fixam a coluna, reduzindo a deformidade. Como em todas as cirurgias, o resultado varia a cada caso, e quanto mais grave o caso mais difícil o resultado ideal. Em alguns casos há normalização do alinhamento da coluna, na maioria dos casos há melhora, que via de regra é grande, mas sem correção completa. |
| 9. CIFOSE
Cifose é um aumento na curvatura da coluna torácica, fazendo com que o tronco fique curvado para frente e que apareça uma corcunda nas costas do paciente. A cifose pode ser devida a problemas de postura, mas também pode ser uma deformidade primária da coluna. A causa mais comum da cifose grave é a Doença de Scheuermann, uma enfermidade onde os discos e as vértebras perdem altura. Geralmente estas deformidades manifestam-se ainda na puberdade. O tratamento depende de cada caso: quando a curvatura é pequena e não progressiva costuma-se indicar exercícios posturais, nos graus maiores pode ser necessário o uso de coletes, ou mesmo cirurgia corretiva. A cifose grave é uma deformidade anatômica, que só pode ser corrigida por cirurgia. Os exercícios visam o controle da dor e a manutenção do quadro nos casos em que a deformidade é pequena ou moderada. O tratamento cirúrgico da cifose pode ser feito por vários tipos de abordagens diferentes, mas, basicamente, a cirurgia consiste em colocar hastes metálicas que restituem o alinhamento e fixam a coluna, reduzindo a deformidade. Como em todas as cirurgias, o resultado varia a cada caso, e quanto mais grave o caso mais difícil o resultado ideal. Em alguns casos há normalização do alinhamento da coluna, na maioria dos casos há melhora, que via de regra é grande, mas sem correção completa |
12. HIPERDROSE
A hiperidrose é uma condição clínica caracterizada pelo excesso de suor, principalmente nas palmas das mãos e na planta dos pés, sendo comum a pessoa ter as mãos sempre úmidas, chegando, às vezes, a pingar. A hiperidrose afeta até 1% da população, podendo ocorrer em pessoas de ambos os sexos, e é provocada por uma hiperestimulação do sistema nervoso autônomo, que controla as glândulas sudoríparas. Embora não seja propriamente uma doença espinhal, a hiperidrose pode ser tratada pelos cirurgiões de coluna com experiência em vídeo-toracoscopia |